Finanças

Quanto Custa NÃO Ter um Sistema de Segurança?

O custo de uma invasão não para no objeto levado: entram parada do negócio, seguro, reposição, trauma, retrabalho e perda de evidência.

04 Mai 20266 min
Fachada de imóvel comercial à noite com morador conferindo informações em um tablet

Nesta matéria

  • O IBGE estimou 2,9 milhões de domicílios com ao menos uma vítima de furto em 2021.
  • Em Itanhaém, a SSP-SP registrou 2.879 furtos e 299 roubos em 2025.
  • O Anuário 2025 registrou 344.596 roubos e furtos de veículos no Brasil em 2024.

O prejuízo começa antes do boletim de ocorrência

Quando alguém pergunta quanto custa um sistema de segurança, a comparação correta não é só mensalidade versus equipamento. A pergunta mais útil é: quanto custa ficar sem evidência, sem alerta e sem resposta quando algo acontece?

Para uma casa, o prejuízo pode ser eletrodoméstico, celular, ferramenta, bicicleta, joias, dinheiro e dano em porta ou janela. Para empresa, entram estoque, notebook, caixa, paralisação, troca de fechadura, retrabalho de equipe, franquia de seguro e reputação com clientes.

O dado nacional mostra que furto em domicílio é comum

Na PNAD Contínua Furtos e Roubos, o IBGE estimou que 4,0% dos domicílios brasileiros, cerca de 2,9 milhões de lares, tiveram pelo menos um morador vítima de furto em 2021.

O levantamento também estimou 1,7 milhão de furtos ocorridos no domicílio e 195 mil roubos de domicílio no mesmo ano. A diferença é importante: furto costuma acontecer sem contato direto com a vítima; roubo envolve violência ou ameaça. Para residência de praia, imóvel fechado e comércio fora do horário, o furto é um risco especialmente relevante.

No recorte local, a consulta anual da SSP-SP registrou em Itanhaém 2.879 furtos, 299 roubos e 320 furtos/roubos de veículos em 2025. É um dado útil porque aproxima a decisão de segurança da realidade da cidade, e não só de médias nacionais.

Nem todo crime aparece nas estatísticas oficiais

O próprio IBGE chama atenção para a subnotificação: muitas vítimas não procuram a polícia. No levantamento, entre os motivos para não buscar autoridade estavam falta de provas, descrença na polícia e avaliação de que o caso não era importante.

Isso torna câmera bem instalada e alarme monitorado ainda mais importantes. Imagem com boa iluminação, horário correto e ângulo útil aumenta a chance de identificar o que aconteceu e ajuda o cliente a tomar decisões mais rápidas com seguradora, polícia e equipe interna.

Veículo parado também entra na conta

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 registrou 344.596 roubos e furtos de veículos no Brasil em 2024. No estado de São Paulo, foram 125.692 ocorrências de roubo e furto de veículos no mesmo período.

Para comércio com frota, oficina, condomínio, garagem compartilhada ou residência com veículo na rua, segurança não é só dentro do imóvel. Câmera de perímetro, iluminação, sensor de presença e rotina de monitoramento reduzem pontos cegos e ajudam a agir antes que o prejuízo vire apenas registro posterior.

O que fazer agora

  • Calcule equipamento, instalação, mensalidade e manutenção, mas compare tudo com o custo real de uma ocorrência.
  • Priorize portas, janelas, garagem, estoque, caixa, sala de TI e áreas externas.
  • Use câmeras em pontos que entreguem prova: rosto, placa, acesso e permanência.
  • Para imóvel vazio ou empresa fora do expediente, monitoramento 24h costuma ser o item mais crítico.